— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia.
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)
— Ela pediu demissão. Fechou as contas. Não vendeu nada. Não levou nada. — Isso é impossível — disse Calvin, com a voz afiada. — Ela é minha esposa. Wil olhou para ele, com um certo peso de pena no olhar. — Não. Era. Você se divorciou dela. E ensinou como era fácil viver sem você. O silêncio caiu. Então Calvin sussurrou, quase para si mesmo: — Não... Ela deve estar em algum lugar, rindo de como eu fui estúpido. Provavelmente até conseguiu orquestrar esse divórcio sozinha. ----- Capítulo 1 - O divórcio RIN Seu marido de três anos, Cal, estava em casa naquela noite. Ele só vinha da cidade uma ou duas vezes por semana. Ele se arrastou para a cama de casal e a puxou para si, suas mãos deslizando pelo corpo dela com carinho e sua b**a quente em seu p*****o. — Estou em casa — Ele murmurou enquanto puxava a roupa de dormir dela até que sumisse. E então sua b**a desceu pelo corpo dela em b****s ardentes. Beijando ambos os se'ios dela, um de cada vez, puxando seus m'аmilos que endureciam. Ela suspirou a princípio e depois g***u suavemente enquanto os b****s quentes e famintos dele a excitavam. Nunca demorava muito para ele ficar todo duro e desejoso pelo corpo dela. Sua b**a alcançou seu centro, e ela deixou escapar um g****o de prazer no quarto escuro. Rin deslizou as mãos pelos cabelos dele e ergueu os q*****s para ter mais dele. Ela o amava, e ele a saboreava com avidez. E ela arquejou quando ele subiu para provocar seu C'litóris. — Você me quer, Rin? — Ele perguntou, embora soubesse muito bem que ela o queria. Ela estava toda quente e molhada, a caminho de g***r para ele. Ele era incrivelmente bom na cama, e ela com frequência dormia exausta depois. — Sim — Ela g***u sem hesitação e sentiu a b**a dele subir pelo seu corpo em pequenas mordidas suaves na pele. Ele mordeu com gentileza o seu p*****o, logo abaixo da orelha, algo que ela adorava; e ele sabia disso, enquanto se introduzia dentro dela, e ela g***u quando ele o fez. Ela podia até sentir a curva de seu sorriso contra seu p*****o enquanto a tomava em um movimento longo e lento, algo que ele amava fazer, nunca apressando aquele primeiro momento de tomá-la para si. Ele não estava com pressa naquela noite, e ela sabia disso. O homem gostava de tomar seu tempo, e ela o aceitaria por todo o tempo que ele quisesse tê-la. Ela se movia com ele, lenta e facilmente. Seus corpos funcionavam bem juntos, três anos de casamento e os dois sabiam como agradar um ao outro, tomar seu próprio prazer e aumentá-lo para o outro. Ele nunca foi tímido em relação ao se'xo, e ela aprendeu muito com ele. Ela gritava por Deus mais tarde enquanto Cosаvа, e ele se ergueu e olhou para ela, sorrindo. — Você sabe que não é Deus quem está te dando esse org'аsmo — Ele balançou a cabeça de leve enquanto saía de seu corpo e a puxava para que ficasse de bruços. Rin sorriu, sabia que ele não havia terminado e o deixou segurar seus pulsos e empurrá-los para cima na cama até a borda. Ela já estava excitada só de pensar no que ele ia fazer. Segurá-la e tomá-la com avidez por trás. Ela apenas o deixou movê-la pela cama até que ela estivesse na posição que ele queria, encaixada sob ele como um pequeno sapo. — Pronta, Rin? — Ele perguntou, e ela podia ouvir o sorriso em suas palavras murmuradas, e olhou por cima do ombro para ele, seu lindo marido, e assentiu. — Sim — Ela disse enquanto ele deslizava contra ela, e ela o ouviu suspirar, algo que ele também gostava, deslizando por suas dobras molhadas, meia dúzia de vezes contra ela, e então ele penetrou com força. Ele segurou seus q*****s e a puxou com força contra si, e ela ergueu um pouco mais os q*****s e o ouviu g***r. — Isso mesmo — E então ele simplesmente a tomava com avidez, até que ela estava mais uma vez gritando em org'аsmo. Ela o sentiu g***r e ouviu seu grunhido de satisfação, antes que ele saísse de seu corpo e se deitasse na cama ao lado dela. Ela se ajeitou para se deitar confortavelmente de bruços e virou o rosto para olhar seu perfil, na escuridão do quarto. Era perfeito, ela pensou distraidamente. — Dorme — Ele murmurou e deu um tapa em seu t******o n'u. Ela riu suavemente e fechou os olhos, amava esse homem, seu marido, e às vezes quase podia acreditar que ele a amava de volta. Ele podia ser brincalhão naquele quarto deles às vezes. E isso fazia seu coração palpitar, como estava fazendo agora. Aquele pequeno tapa brincalhão em seu t******o prolongava a i********e entre eles. Era difícil para ela manter os pés no chão quando ele estava naquela cama, ou quando ela estava em seu braço em algum evento de negócios ou de caridade. Mas era por isso que ela estava ali. Ele se casara com ela para estar em seus braços, disse que ela era linda e ficaria bem ao lado dele. Eles tinham um contrato de casamento sem data de expiração. Ele disse que um dia pediria o divórcio, e que ela receberia um acordo decente. Tudo o que ela precisava fazer era ficar ao lado dele quando necessário. Ela fizera isso, usara muitos vestidos lindos em seu braço e ouvira alguns comentários ciumentos de outras mulheres ao redor. Murmurando que ela era uma ninguém e não merecia estar ao lado dele. Achavam que apenas alguém da alta sociedade deveria estar nos braços de Calvin Reeves. Não achavam que ela se encaixava na posição. Mas ela não era uma loira bu'rrа sem diploma. Ela trabalhava de casa, então só precisava de um laptop e uma conexão com a internet. Cal sabia disso, foi ele quem a abordou, na verdade, e não o contrário. Ela estava conversando com algumas pessoas de sua área sobre arranjos de moradia; seu aluguel estava vencendo, e ela precisava encontrar um novo lugar para morar. O proprietário a estava expulsando do apartamento onde morava há três anos. Cal ofereceu a ela uma casa, esta casa, na verdade. Ela olhou para ele dormindo na cama ao seu lado e se perguntou, não pela primeira vez, como lidaria com o dia em que ele pedisse o divórcio, embora soubesse que não seria tão cedo. Ele afirmou uma vez, quando ela estava na casa da família dele brincando com seus sobrinhos, “não antes de pelo menos três anos de casamento”, para a mãe dele, quando ela perguntou sobre eles terem filhos. Ela olhou para ele. Eles estavam juntos há apenas um ano na época, e ela não esperava que ele dissesse algo sobre filhos. Então, ele sorriu para ela e disse: — Você pode perguntar depois do nosso terceiro aniversário. Ela se virou e não soube o que dizer. Ela nem tinha permissão para b****r aquele homem. Nunca. Era a única coisa que ele exigira no acordo de casamento, que não haveria b****s na b**a durante todo o casamento; embora ele esperasse que fosse um casamento de verdade, exceto por isso. se'xo conjugal, sim; na visão dele, ele simplesmente disse: — Eu gosto de se'xo, vou querer, e você é uma mulher adulta com necessidades. Podemos satisfazer um ao outro. Eles estavam casados há três anos agora, e ele ainda mantinha essa regra. A única vez que ela tentou beijá-lo, puxar sua b**a para a dela durante o se'xo, ele parou e saiu da cama, dizendo: — Temos regras sobre isso, Rin. E, para seu completo choque, ele se vestiu e saiu de casa por completo. Ela tentou se desculpar, disse que se deixou levar pelo calor do momento; mas ele não pareceu se importar com o pedido de desculpas na época, então ela simplesmente deixou o assunto de lado. Eles já estavam casados há um ano e meio, e ela já tinha se apaixonado por ele. Era por isso que ela queria beijá-lo, para saber como era b****r o homem que amava. Ele sempre foi gentil com ela, encantador e gracioso, muito atencioso quando saíam juntos para uma função, sorria para ela e dançava com ela. Ela caiu tolamente na teia que ele teceu para as pessoas com quem socializava e trabalhava, e também pensou que ele a amava. Mas, como estava errada. Ela o ouviu pouco depois do aniversário de dois anos de casados, ao telefone com seu melhor amigo, Wil, que também era seu advogado. — O casamento me convém. Vou me divorciar da Rin quando encontrar a senhora certa. Doera ouvir aquelas palavras, e ela teve que se lembrar que não era o amor da vida dele, e que se'xo realmente bom não significava amor; mas às vezes era muito difícil, principalmente quando ele estava em casa, porque ele era todo mãos nela quando estava. Toda noite era como aquela; quando ele se arrastava para a cama e a queria, ele sabia exatamente como agradá-la e o fez duas vezes, prolongando aquela i********e um pouco depois até. Ela fechou os olhos e suspirou suavemente. Tinham sido três anos; o aniversário deles foi há uma semana, e ele a levou para jantar, como fizera nos dois primeiros aniversários de casamento, e uma parte dela sabia que era tudo para mostrar aos outros; mas outra parte dela amou cada segundo disso, enquanto se deixava levar por suas próprias mentiras sobre o tipo de casamento que tinham. Capítulo 2 RIN Ela acordou sozinha na cama deles e suspirou para si mesma enquanto se virava de costas e olhava para o teto. Às vezes, eles faziam se'xo pela manhã também, e ela meio que queria isso agora, embora soubesse que não deveria desejar nada do marido. Ela nunca pedia nada, exceto ali, naquele quarto, quando ele colocava as mãos nela. Aquela casa era mais do que o suficiente, era grande e impressionante; e havia uma faxineira que vinha toda segunda e sexta-feira, antes e depois do fim de semana. Ela mantinha a casa nos outros dias, pois não era tão difícil, era só ela que morava ali. Cal vivia na cidade, em um apartamento de cobertura a pouco mais de uma hora dali. Ela ficou deitada na cama deles e se perguntou se ele já tinha saído. Ela olhou para o relógio; passava um pouco das sete, ele provavelmente já tinha ido. Ela sempre dormia profundamente depois do se'xo; pois isso a relaxava completamente, embora também soubesse que Cal dormia bem depois do se'xo. No entanto, ele nunca se dava ao trabalho de acordá-la quando se levantava de manhã, não, ele tomava banho, se vestia e saía, e ela acordava sozinha metade das vezes. Ela se sentou, depois se levantou da cama, tomou banho e se vestiu para o dia. Vestiu uma calça social creme e macia e uma regata de seda simples em um tom roxo suave; seu guarda-roupa era bem diferente do que era quando se mudou para aquela casa, e até mesmo suas roupas íntimas eram caras, porque Cal comprava a maioria delas. Ele ocasionalmente entrava pela porta e lhe entregava uma sacola, sorrindo para ela e dizendo: — Comprei algo para você. Use para mim. Ela prendeu o cabelo longo, espesso e escuro em um r’аbo de cavalo simples e desceu as escadas trotando, quase parando de repente ao ver Cal sentado à mesa de jantar, lendo o jornal com uma xícara de café ao lado. Ele olhou de forma breve para ela. — O que foi? — Ele perguntou. — Nada — Ela balançou a cabeça e foi preparar um café para si — Quer café da manhã? — Ofereceu. Ele raramente ficava para as refeições ali com ela. — Não, vou sair em breve. Tenho uma consulta jurídica às nove — Ele disse simplesmente. — Tudo bem — Ela assentiu e preparou uma torrada para acompanhar o café. Então, debateu se aquele era o dia para perguntar a ele. Ela olhava para ele enquanto ele lia o jornal, segurando a xícara de café. Ela não tinha família; era órfã desde que se lembrava, passando de um lar adotivo para outro. Ela gostava de estar casada, mesmo que ele não estivesse realmente presente; se ficasse doente ou se machucasse, o nome dele estava lá como seu parente mais próximo. Ela nunca tivera isso antes, não até se casarem; então, ela gostava de saber que podia escrever o nome dele nos formulários que exigiam essa informação. — O que foi, Rin? Você está me furando com os olhos — Ele disse. — Me desculpe — Ela pegou a torrada e se sentou à mesa — Não quis encarar — Ela sabia que ele considerava isso rude, mas não conseguia parar de pensar que eles acabaram de completar três anos de casamento. Ela podia pedir um bebê, e o filho dele seria adorável. — Rin? — Ele bufou e olhou para ela, dobrando o jornal e se levantando após mais um minuto dela apenas o encarando — Diga logo o que está pensando. Quer alguma coisa? — Ele perguntou. — N… não, nada disso. É só que, bem, já estamos casados há três anos agora — Ela gaguejou um pouco. — Sim — Ele assentiu e terminou de tomar o café. — Você uma vez me disse que eu, nós, poderíamos ter um bebê depois de três anos de casamento — Ela tomou coragem e disse o que estava pensando. — Eu disse isso? Não me lembro — Ele franziu a testa de forma direta para ela. — Sim, foi logo após o nosso primeiro aniversário, na casa da sua mãe — Ela respondeu, pois se lembrava vividamente disso. — Só para agradar minha mãe, então… Você tentou engravidar ontem à noite? — Ele agora a encarava com uma expressão séria. — Não, ainda estou tomando anticoncepcional — Ela balançou a cabeça e olhou para o relógio, percebendo que estava quase na hora de tomá-lo. — Ótimo, continue tomando — Cal afirmou e se dirigiu à porta — Não haverá bebê neste casamento — Ele olhou de forma direta para ela — Estou falando sério, não dentro deste casamento, fui claro? — Sim — Ela murmurou enquanto uma dor tocava seu pei'to. Observou-o sair da sala e pensou nas palavras “não haverá bebê neste casamento”. “Para agradar minha mãe”, mas naquele dia ele a olhou e assentiu, como se dissesse que sim, ele falava sério. Eles poderiam ter um bebê juntos se o casamento durasse tanto. O homem que ela amava, seu marido, não queria ter um bebê com ela. Quando deixasse esse casamento, estaria novamente sozinha. Uma parte dela, ela sabia, era incrivelmente e******a por pensar que ele gostaria disso com ela, afinal, ela era apenas uma esposa contratual, era uma conveniência para ele mostrar que era um homem de família, só isso. Ela se levantou e saiu. Talvez fosse hora de ela mesma pedir o divórcio; qualquer um dos dois podia pedir. Havia uma cláusula de saída, embora, se ela pedisse, teria que abrir mão de tudo e sair sem nada. Toda a sua vida agora estava ali, e girava em torno daquele homem. Ela aprendeu a comer de forma correta, a dançar de modo adequado e teve aulas de etiqueta naquele primeiro ano também. Ela até aprendeu a se maquiar e arrumar o cabelo. Tudo isso era necessário para ser a esposa dele, para ser vista em seu braço. As únicas coisas que ela não teve nesse casamento foram uma cerimônia de verdade, o coração dele e b****r o homem que amava. Todo o resto era dela até que se divorciassem. Ela caminhou até o penhasco no fim da propriedade e sentou-se no banco que havia ali. Era seu lugar favorito para pensar. O vento levava seus pensamentos e clareava sua mente, e ela gostava do cheiro da brisa salgada do mar. Sentia-se mais do que um pouco e******a naquele momento; deveria ter segurado a língua, e sabia disso. Deveria ter sabido que não era para pedir uma família. Ela e família; essas duas coisas não combinavam, ela achava. Embora a família dele gostasse dela, e ela se dava bem com a mãe, o pai e a irmã dele, todos muito bem. Eram pessoas normais, pessoas comuns como ela. Cal não nasceu literalmente rico; ele criou sua própria riqueza aos 25 anos, fez um nome para si mesmo e continuava a fazer isso até hoje. Ele comandava sua própria empresa, gostava de comprar empresas menores e absorvê-las, desenvolvê-las, caçar os melhores programadores de computador. Ela conhecia todos eles, esse era o mundo dela. Embora agora trabalhasse remotamente, ela podia trabalhar em qualquer lugar do mundo. Ela se sentou ali e olhou para o oceano enquanto pensava para onde iria quando recebesse o divórcio, e se perguntava se deveria começar a procurar agora. Ele ficou descontente com a sua pergunta, e ela sabia disso; ela reconhecia aquela expressão em seu rosto. Aquela única pergunta poderia muito bem ser sua ruína nesse casamento. Ela suspirou suavemente e olhou para o oceano, imaginando se um dia teria alguém para chamar de filho ou de filha. Embora soubesse, naquele momento, que não seria com Cal, isso agora era certo. — Não haverá bebê neste casamento — Ela imitou as palavras dele; mas, então, bufou para si mesma e se levantou. Ela queria um bebê, e não estava ficando mais jovem; já tinha 28 anos. Talvez fosse hora de seguir em frente, longe dele e dessa vida que ele lhe deu, mas, ao mesmo tempo, como poderia? Quando o amava. Capítulo 3 CALVIN Ele andava de um lado para o outro no escritório de Wil. O homem estava ao telefone, e ainda nem eram 9 horas da manhã. Cal estava irritado naquele momento; seu plano de pedir o divórcio naquela manhã não acontecera. Rin o pegara completamente desprevenido com aquela pergunta sobre querer ter um bebê com ele. — O que te deixou tão agitado? — Wil finalmente perguntou ao encerrar a ligação. O homem estivera observando-o andar pelo escritório — A Rin surtou quando você pediu o divórcio? — Não, eu não pedi — Ele murmurou. — O quê? Por que não? Esse era o plano — Wil disse, franzindo a testa. — Eu simplesmente não consegui. Ela estava feliz ontem à noite, deu risadinhas para mim e, depois, hoje de manhã… — Ele suspirou — Ela me perguntou sobre ter um bebê. — O quê!? — Wil agora o encarava. — Pois é, essa foi a minha reação — Calvin afirmou — Como eu poderia pedir o divórcio logo após essa conversa? Ela pensaria que foi por causa do pedido para ter um bebê. Isso é simplesmente errado, não sou tão cruel. — Você diz isso, mas aquela garota está apaixonada por você, Calvin, você mesmo disse. Contou que ela se aninhou em você após o segundo aniversário de casamento e murmurou que te amava em um estado de sono meio confuso. — Eu sei — Ele murmurou, e um leve sorriso tocou seu rosto ao lembrar disso. Ela fora tão fofa, abraçada a ele, dando tapinhas em seu pei'to e suspirando suavemente, murmurando de forma sonhadora: “Eu te amo, Cal”, ela era a única que podia chamá-lo de Cal, enquanto todos os outros o chamavam de Calvin ou Sr. Reeves. — Você deveria ter pedido o divórcio naquela época — Wil murmurou — Olha só no que você se me‘teu agora. — Eu não estava pronto na época — Ele suspirou e se sentou no sofá do homem. E realmente não estava. Sim, ela era sua esposa, mas era um casamento contratual, e ele nunca a vira de outra forma — Tenho que pedir agora, só não consegui fazer isso hoje, como planejado. — Bem, quanto antes, melhor, você sabe disso. Mesmo um divórcio sem contestação, como será, vai levar seis semanas para ser resolvido e finalizado, então sugiro que comece a colocar seus planos em prática; ou ela mesma pode acabar pedindo o divórcio. Você realmente quer isso? — Não — Ele murmurou — Tem que partir de mim — Ele assentiu — Vou resolver minha parte hoje. Sei onde ela sonha em passar férias; não é difícil de perceber, o protetor de tela dela é o lugar que ela quer visitar. — Então, faça os planos, você guarda o passaporte dela, certo? — Wil perguntou. — Sim, está com o meu. Vou organizar tudo, os voos, a acomodação, os passeios que sei que ela vai querer fazer — Ele assentiu de forma decisiva, sua mente estava feita. — É muito esforço para um divórcio, você sabe disso, né? — Wil balançou a cabeça. — Hum, eu sou o cara bonzinho, lembra? — Embora não se sentisse assim agora; aquela garota não tinha ninguém, foi abandonada em um orfanato e criada no sistema de adoção. Ele estava surpreso que ela fosse tão bem ajustada. Ele afastou esse pensamento e se levantou — Quando os papéis estarão prontos? — Quando você listar o que quer neles, posso prepará-los hoje, tenho tempo, sem tribunal hoje. O que ela vai receber? — A casa que compartilhamos e quatro milhões de dólares devem bastar. E também as férias totalmente pagas para o destino dos sonhos dela. Vou fazer tudo de primeira classe — Ele a mimaria um pouco, ela merecia. — Tem certeza de que quer fazer assim, Calvin? Você poderia simplesmente… — Não, tem que ser assim. Precisamos nos divorciar, é a única maneira que vejo para ela ser feliz. Ela vai entender que minha intenção é deixá-la ir para que possa ser feliz no futuro. — Pode dar errado, sabe? Aposto que sua esposa tem um temperamento. — Hum, nunca vi isso — Ele balançou a cabeça — Ela é doce demais para gritar e fazer um escândalo. Provavelmente só vai me encarar e murmurar: “Certo, onde estão os papéis?” — Ou pelo menos era o que ele esperava — Não quero que isso vire um grande espetáculo, mantenha isso discreto e fora dos jornais. — Então, quando você vai fazer isso? Vai entregar os papéis pessoalmente? Ou serei eu o vilão para sua doce e amorosa esposa? — Wil murmurou. — Entendo que você não goste disso, Wil, mas não podemos continuar com o nosso casamento como está. Não é certo, e você sabe disso. Não posso nunca dizer que a amo de volta, então é hora de nós nos divorciarmos — Ele afirmou — Se você conseguir preparar tudo até amanhã, nós dois iremos ao Cliffside Estate, e eu direi que quero o divórcio, e você, meu amigo, pode entregar os papéis a ela. — Oba, não vou ficar no caminho se ela tentar te dar um tapa. — Ela não vai — Cal afirmou, e ela não faria; afinal, ela não era esse tipo de mulher. — Com o coração partido, ela pode sim. Vou ter os papéis prontos pela manhã. É melhor você assiná-los antes de ir para lá, para que eu possa arquivá-los no mesmo dia, e esse período de espera de seis semanas comece imediatamente. Cal assentiu e seguiu para seu próprio escritório. Seria um dia longo e frustrantemente irritante, ele sabia. Sua mente estaria distraída com as palavras que ela dissera naquela manhã. Um bebê, ela queria ter um bebê com ele, dentro de um casamento contratual; mas, não era a coisa certa a fazer, trazer uma criança para um casamento como o deles. Então, não, ele não só não teria um bebê com ela, como também se divorciaria para garantir que ela entendesse. Ele passou o dia organizando passagens aéreas e acomodações, verificou passeios na região e reservou vários: um tour por vinhedos, um passeio de balão de ar quente, cavalgada na praia. Um cruzeiro com jantar em um iate agradável e um dia de spa, ele reservou os melhores hotéis e garantiu traslados de luxo. Todas as coisas que ela conversara com a mãe dele, todas as coisas que sua mãe lhe dissera que ele deveria fazer com ela: “Leve sua esposa de férias, filho, torne isso romântico e relaxe, aproveitem um ao outro”, ele sabia o que isso significava. Ela queria que ele tivesse um bebê com sua esposa, que ela voltasse para casa grávida, era o que ela queria dizer. Ele olhou para a lista de coisas e imprimiu o itinerário. Era bem extenso, férias completas de um mês na Itália. Ela realmente gostaria disso, e veria que ele fez o esforço para lhe dar algo que a interessava, seu destino dos sonhos. Ela não tivera férias nos três anos em que estavam casados, sua agenda meio que impedia isso. Ele sempre tinha eventos, fossem de negócios ou de caridade, aqui ou em outros estados ou até fora do país. Ele organizou tudo e pegou o passaporte dela no cofre, folheou-o. Ela o acompanhara em duas viagens de negócios, e ele a levara para a cama de forma incansável nesses dias em que ficaram juntos. Sua esposa era linda e tinha um sorriso que podia derreter o coração de qualquer homem, e era por isso que ele precisava do divórcio. Ele queria que ela fosse verdadeiramente feliz, e ela não poderia ser dentro do casamento contratual deles, cheio de regras e estipulações, coisas que ele mantinha para protegê-la e a si mesmo. Não que isso tivesse ajudado a protegê-la, pois ela ainda conseguiu se apaixonar por ele. Então, era hora de acabar com aquele casamento de fachada em favor da felicidade e contentamento. Ela não ia gostar, ficaria de coração partido, mas era o melhor. Ele não poderia continuar naquele casamento contratual se não pudesse dar a ela o que ela realmente queria, e ele não podia. Capítulo 4 RIN Ela estava nos fundos da casa, sentada à sombra de uma grande árvore, sobre um cobertor. A manhã estava ensolarada, mas fresca, e a brisa vinda do oceano era suave. Ela trabalhava ao ar livre naquela manhã; ficar trancada naquela casa grande pelos últimos dois dias, sem sequer uma única palavra de Cal, parecia meio sufocante. Ela entendia que ele estava bravo com ela, e que aquelas palavras que ele dissera eram, de fato, verdadeiras. O manuscrito em que estava trabalhando ficara sombrio e emotivo, combinando com seu humor, embora ela tivesse usado aqueles sentimentos de angústia e solidão para adicionar um novo toque à história que estava tecendo. Mesmo agora, enquanto digitava ali fora, ela não dormira muito na noite anterior, se virando na cama de um lado para o outro e, no fim, se levantando para escrever, porque era a única coisa que conseguia desligar suas próprias emoções ou despejá-las em sua escrita. Ela virou a cabeça ao ouvir o som de um carro subindo a entrada da casa e franziu a testa imediatamente. Cal nunca vinha para casa a essa hora do dia. Ela não estava vestida de forma adequada, estava apenas sentada ali com um short velho e uma camiseta. Ela sempre tentava se vestir bem quando ele estava por perto. Essas eram roupas dos seus velhos tempos; ela estava se sentindo nostálgica e, por isso, revirara suas roupas antigas, para ser seu antigo eu. Ela tinha a sensação de que estava prestes a ser jogada de volta à sua antiga vida, e por isso se vestira de acordo com seu humor. Ela voltou ao seu trabalho, afinal, era improvável que ele estivesse ali para vê-la. A essa hora do dia, ele provavelmente precisava de algo em seu escritório; ele tinha um ali, embora ela nunca entrasse. Ele lhe dissera uma vez para não entrar, e também apontara para a câmera que havia lá, e que era ativada por movimento e alertaria o celular dele se ela entrasse lá. Ela não se importava muito com isso, pois não trabalhava na indústria dele, embora conhecesse muitos dos que trabalhavam no departamento de tecnologia dele. Ela tinha um diploma em ciência da computação e poderia, se quisesse, ir trabalhar no escritório dentro do prédio dele na cidade o dia todo. Ela e a equipe para a qual trabalhava foram absorvidas pela C.R. Technology pouco antes de ela e ele firmarem o contrato de casamento; foi assim que ele a conheceu. Era ela quem verificava bugs e falhas nos programas de jogos que eles produziam. Ela era inteligente no que dizia respeito à tecnologia, mas não era tão esperta no departamento emocional. Ela entregara seu coração ao homem com quem era casada, e não deveria ter feito isso. Ela captou um movimento pelo canto do olho e virou para olhar, vendo não apenas Cal vindo em sua direção, mas também seu amigo e advogado, Wil. Seus olhos se fixaram no envelope na mão de Wil; era grande. Isso indicava algum tipo de contrato. “Lá vem", ela disse a si mesma, e se perguntou como explicaria ao time que havia se divorciado, quando tudo em sua vida parecia maravilhoso e que ela tinha um marido incrível. Elas eram uma equipe de garotas, e todas achavam que ela era muito sortuda por ter o amor de um homem como Calvin Reeves. Mal sabiam elas que ela não tinha o coração dele, e enquanto o observava caminhar em sua direção, Rin finalmente percebeu que era verdade. Ele podia ter o coração dela, mas ela nunca teria o dele; afinal, tudo não passava de um espetáculo para o público, algo para manter sua imagem pública limpa e familiar. Ela fechou o laptop para que olhos curiosos não vissem no que estava trabalhando, afinal, não tinha nada a ver com a empresa dele. Nem Cal sabia que ela tinha uma segunda carreira. Ela precisava manter essa parte de sua vida só para si, para o dia em que se divorciasse e ficasse sozinha de novo. Ela nunca contara a ninguém, sempre preocupada que fosse um completo e absoluto fracasso. Embora não fosse, decolara muito bem há um ano e meio, e, se ela fosse completamente honesta consigo mesma, escondera isso de Cal de propósito, porque sabia que esse dia chegaria, e ela precisava de algo em que se apoiar. Ela tinha uma carreira secreta sob o pseudônimo Marilyn Riddley. Seus romances vendiam muito bem, e ela agora tinha dois livros impressos. Os demais estavam todos online, mas ela conseguira, e podia realmente ganhar a vida com isso. Não seria extremamente rica, mas teria o suficiente para ficar em casa e trabalhar no próximo, em vez de ter que ir ao escritório e trabalhar no laboratório de informática. Quando o divórcio fosse finalizado, ela deixaria sua vida como Marrin Reeves e se tornaria Marilyn Riddley, mudaria daquela cidade, onde todos a conheceriam como a ex-esposa de Calvin Reeves. Ela se mudaria para algum lugar onde ninguém a conhecesse e pudesse viver sua vida de forma pequena e pacífica, sem nunca ter que ouvir o nome dele ou vê-lo com outra mulher em seu braço, porque sabia que isso seria doloroso para ela ler sobre isso nos jornais ou ver as notícias online. Ela teria que deixar a empresa dele, isso fazia parte do contrato de casamento. Quando se divorciassem, ela sairia da empresa para não causar fofocas ou constrangimentos para ele, embora ele tivesse dito que escreveria pessoalmente uma referência elogiosa pelo trabalho que ela realizara na empresa dele. Então, seria fácil para ela conseguir outro emprego na sua área. Ele poderia vê-la em sua área em conferências sem problemas, mas ela duvidava que conseguiria olhar para ele com outra mulher segurando seu braço e não se sentir desconfortável por dentro. Se ele tivesse a audácia de b****r outra mulher na frente dela, provavelmente ela perderia o controle completamente, mesmo que aqueles lábios dele nunca fossem dela, nem por um segundo. Isso não significava que ela não pensava em como seria senti-lo beijá-la. Seria suave e se'nsuаl? Ou seria intenso e exigente? Ou, talvez leve e brincalhão? Ela queria experimentar tudo isso, mas nunca teria a chance. Não, isso era apenas para a mulher que ele amaria, a “Sra. Certa”. Seu coração doía enquanto o olhava. Ele estava vestido impecavelmente, como sempre; um terno azul escuro, camisa social branca e uma gravata azul e dourada. Tinha uma mão no bolso da calça enquanto caminhava pelo gramado em direção a ela, com Wil ao seu lado. Ela o viu rir suavemente, e Wil riu logo em seguida. Uma pequena parte dela se agarrava à esperança de que estivesse errada. Isso não tinha nada a ver com o divórcio, afinal, como ele poderia estar sorrindo e rindo com Wil? Se estavam ali para entregar os papéis do divórcio. Isso não era engraçado, mas uma questão séria. Ela se levantou para cumprimentá-los, viu os olhos dele percorrerem seu look, e uma carranca marcou seu rosto bonito; ele não gostava que ela usasse esse tipo de roupa. Não era algo que ele comprara para ela ou que aprovava que ela usasse. Ela sorriu para ele como sempre fazia. — Cal, você normalmente não vem a essa hora do dia — Ela disse. — É por isso que está vestida assim? — Ele retrucou, e ela podia ouvir a desaprovação em sua voz — Não comprei roupas de verão adequadas para você? Ela olhou para suas roupas antigas e deu um meio sorriso. — Vou fazer jardinagem. Então, essas são adequadas para isso — Ela olhou para ele. — Hum, suponho que só sirvam para se sujar — Ele assentiu e olhou diretamente para ela — É hora de nos divorciarmos, Rin — Ele disse. Não havia hesitação em suas palavras — Se puder assinar os papéis hoje, eu agradeceria. Vai levar seis semanas para que tudo seja finalizado. E lá estava. Ela não estava errada e sabia que aquela única pergunta que fizera de forma tola trouxe isso. Por que, meu Deus, ela não conseguira se conter? Por que não dissera nada e ignorara sua necessidade de ter um bebê com o homem que amava? “Monumentalmente e******a”, ela disse a si mesma enquanto ficava ali, olhando para ele, e se perguntando se dizer que sentia muito e que não quisera dizer aquilo funcionaria para mantê-lo ao seu lado. Embora fosse apenas um pensamento fugaz, ela sabia que ele já havia decidido. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele abria o envelope que carregava e tirava os documentos de dentro. Não era apenas uma simples folha de papel, parecia bastante extenso e ela podia imaginar que havia um acordo de confidencialidade ali também, para que ela nunca falasse sobre o contrato de casamento deles. — É um divórcio sem contestação, conforme o nosso contrato de casamento — Cal afirmou — Também organizei para você fazer uma viagem ao exterior de férias. Você não pôde tirar férias nos últimos três anos em que estivemos casados. Levei isso em conta, e uma viagem com todas as despesas pagas foi organizada para você, como parte do acordo de divórcio. Capítulo 5 RIN Ela ergueu uma sobrancelha para ele agora, com aquelas palavras sobre nunca ter tirado férias. Ela frequentemente o acompanhava em exposições e conferências, que tratavam de engenharia de computadores, lançamentos de software ou criadores de jogos buscando investimentos; coisas nas quais ele queria se envolver ou tentar comprar os direitos, se uma pequena empresa estivesse procurando por apoiadores. Dois ou três dias na companhia dele, quatro ou cinco vezes por ano, onde ficavam em hotéis cinco estrelas, faziam todas as refeições juntos, faziam se'xo todas as noites e, às vezes, pela manhã, até mesmo algumas vezes à tarde. Rin considerava todos esses momentos como pequenas férias com ele, mas agora sabia que ele não pensava assim. Ela ouviu o celular dele t***r, e ele o tirou do bolso do paletó para olhar. — Preciso atender essa ligação — Ele disse e se virou para ir, mas apontou para os papéis enquanto ela os pegava de Wil — Assine isso — Ele disse a ela e se afastou para atender a chamada. Ela o observou ir embora, simplesmente se afastando sem se importar que o coração dela estivesse se enchendo de dor dentro do pei'to. Ela duvidava que aquele homem soubesse que ela o amava; e não haveria como convencê-lo a não se divorciar, ela sabia disso, ele já havia se afastado de forma indiferente. Ela desviou os olhos dele e de suas costas que se afastavam e olhou para os papéis. Ignorando a caneta que Wil agora lhe oferecia para assinar os papéis como Cal queria; mas ela não assinaria nada sem ler. Ela ficou ali e folheou as férias que haviam sido planejadas para ela. Seu passaporte estava anexado aos planos de viagem, era algo que ele guardava no cofre de seu escritório, para quando precisava fazer arranjos de viagem de última hora que exigiam os detalhes do passaporte dela. Ela não tinha um até se casarem e ele o organizara porque, às vezes, eles precisavam viajar para o exterior. Sim, havia uma passagem de avião de primeira classe, com algumas escalas para chegar lá, mas de primeira classe em toda a viagem. Havia acomodações em hotéis cinco estrelas em todos os lugares onde ela ficaria e traslados com motorista para todos os lugares que ela visitaria. Era bastante extenso, e havia muitos passeios para participar, todos na Itália, um lugar que ela realmente queria visitar. “Embora aqueles passeios”, ela pensou, “sejam mais coisas para casais fazerem”, ela se perguntou se a secretária dele planejara isso pensando que eles iriam juntos, em vez de ser um presente de despedida para o divórcio. Ela passou para os papéis do divórcio em si. Só duas páginas. Ela receberia a casa onde morava agora e quatro milhões de dólares no dia seguinte à finalização do divórcio, em seis semanas. Ela franziu a testa com isso, eles nunca haviam realmente discutido um acordo. Ele apenas dissera que ela receberia uma compensação pelo tempo que passou como esposa dele. Ela virou para a última página, e podia ver que ele já havia assinado e datado. Ele não apenas mandara redigir, mas garantira que isso terminasse rapidamente também. Ela ouvira o tom dele e a forma como apontara para os papéis, e ele esperava que ela assinasse agora, enquanto ele estivesse ali esperando. Ou enquanto Wil estivesse ali, afinal, Cal já havia se afastado sem se importar. Ela olhou para o seu marido de três anos, enquanto ele ainda se afastava pelo gramado, falando ao telefone. Aquela ligação era mais importante do que sequer se despedir dela. Ela entendia que ele era um homem ocupado, mas seria de se pensar que ele poderia lhe dar atenção total pelos poucos minutos que levaria para ela assinar esses papéis; ela realmente não significava nada para ele. Seus olhos se voltaram para Wil enquanto ele pigarreava, e ele estendeu a caneta para ela mais uma vez. — Por favor, assine, Marrin — Ele usou seu nome completo, assim como ela era a única a chamar Calvin de Cal, ele era o único a chamá-la de Rin. Era visto como algo í****o, algo que faziam como marido e mulher, algo pessoal e privado só para os dois. — Você realmente espera que eu assine algo que mal olhei? Não sou tão e******a, William — Ela afirmou — Vou assinar depois que ler tudo direitinho e verificar se está tudo em ordem. Wil a encarou agora, parecendo um pouco chocado. — Eu lido com contratos o tempo todo, e vou compará-lo com o contrato de casamento, garantir que esteja tudo resolvido corretamente de acordo com ele. Calvin que espere, será só mais um dia de espera. Se ele está tão impaciente para se divorciar de mim, deveria ter me enviado isso ontem, quando assinou, e vindo buscar hoje de manhã — Ela disse a ele e se virou para ir embora. Ela ouviu William suspirar, mas não olhou para trás. Sim, ela notara que Calvin assinara na véspera. Ela olharia com o contrato de casamento ao lado. Naquele momento, porém, precisava de um instante para manter a compostura e não desmoronar na frente de nenhum deles, então se afastou como o próprio Calvin fizera. Ela faria como disse, e assinaria; sua palavra era boa. Ela só precisava de um momento e não queria fazer isso na frente de nenhum dos dois, então foi e se sentou lá no penhasco para ter um momento para si, como sempre fazia. Era isso. Ela estava se divorciando, ele seguiria em frente e se afastaria dela, e ela ficaria presa em algum lugar entre ainda amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo. Odiá-lo pela maneira indiferente como isso foi entregue. Por que ele não podia tirar dez minutos do seu dia para sentar com ela, mostrar os papéis ele mesmo, explicar e assinar junto com ela ao mesmo tempo? Ela se virou e olhou para a casa. Ele já estava no carro, e ela os observou entrar e partir, e sentiu lágrimas escorrerem pelo rosto. Era isso, e ela sabia. Ele se fora, nunca mais seria visto naquela casa. Ele simplesmente a deixou sem nem mesmo um obrigado por me ajudar, ou foi bom estar casado com você, nem mesmo um “adeus, Rin”. Ele simplesmente foi embora e partiu. Ela olhou para os papéis em sua mão e os amassou um pouco. Ela teve que respirar fundo algumas vezes e disse a si mesma: — Você sabia que isso ia acontecer, engula o choro, princesa. Era um conto de fadas dentro da sua própria cabeça. Ela ficou lá e*****a por um longo tempo, antes de finalmente se levantar e voltar para a casa. Uma casa que ele só vinha para subir na cama dela e satisfazer suas necessidades se'xuаis. Não era uma casa para onde ele vinha para relaxar e conversar. Não, afinal, ele tinha um grupo social completo de amigos na cidade para isso. Rin suspirou enquanto pegava seu laptop e entrava. Aparentemente, agora era a casa dela. Um bufar de desdém escapou dela. Sempre fora a casa dela, afinal, ele não morava ali, apenas ela. Ele comprara aquele lugar para ela morar. Ele perguntara a ela apenas uma vez, antes de se casarem: — Que tipo de casa você quer morar? Ela se lembrava de encará-lo naquele dia, e ele assentira. — Só me diga, vou garantir que você tenha um lar confortável enquanto estivermos casados. Ela nunca pensara realmente em ter uma casa própria e dera de ombros: — Algo com vista para o oceano. E essa fora a casa que ele encontrara. Se chamava Cliffside Manor, porque era exatamente isso. Ela leu os papéis do divórcio cuidadosamente enquanto se sentava e tentava almoçar. Não estava com muita fome, mas deveria comer, não podia se deixar levar por aquela mentalidade de não vou comer e se deixar murchar porque o homem que amava não a amava. Não, ela era melhor que isso, mais forte que isso. Aprendera, ainda criança, que ninguém a amava, e isso não era diferente. Ela apenas se iludira tolamente pensando que era real, quando até ela sabia que não era, sabia até por quê; porque amor era algo que ela desejava, família era algo que, como órfã, ela sempre sonhara em ter um dia. .... Abra a aplicação e continue a ler o resto da história. 👉(Será automaticamente redirecionado para o livro quando abrir a aplicação)